Releitura homilética da Epístola de São Paulo aos Coríntios para maçons
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se no meu íntimo não falasse como maçom, seria como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não agisse na prática maçônica, nada seria.
E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue meu próprio corpo para ser queimado, se não fosse guiado pelos princípios maçônicos, nada disso se aproveitaria.
O maçom é paciente, é benigno, o maçom não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.
O conhecimento jamais acaba. Mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, o que então é em parte será aniquilado.
Quando eu era profano, falava como um profano, sentia como um profano. Quando cheguei a ser maçom, desisti das coisas próprias de profano.
Porque antes víamos como em espelho, obscuramente, e então quando me tornei maçom me vejo face a face; agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido.
Estabeleci como princípios a Liberdade a Igualdade e a fraternidade e como regra de conduta a prática da caridade e esta é própria do perfeito maçom.
A caridade é paciente, é benigna, a caridade não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Fora da caridade não há esperança...