J.R. Schmaltz
poema

NATAL

11 de dezembro de 2003

Nesta data tão lembrada,

Reflexões afloram o pensamento recordando:

As conquistas obtidas no ano,

As experiências acumuladas com as derrotas.

 

Quanta coisa realizada...

Quantas pessoas conhecidas...

Quantas palavras pensadas, ditas, não ditas e cantadas.

Quanta orientação recebida, transmitida, compartilhada.

Quantos momentos vividos, deixados de viver...

 

Quantos sentimentos senti.

Raiva, medo, aflição.

Ansiedade e pressa.

Mas, também... a ternura, o afago da criança,

O carinho, a alegria, o amor, a fé.

 

Me defrontei com o orgulho,

A vaidade surgiu de repente,

O egocentrismo falou alto.

Mas a humildade, a mansuetude, a paciência

Estiveram presentes a me conduzir.

 

Senti dor, frio, calor...Senti.

 

Quanta coisa pude ouvir.

Palavras, sonetos, contos e poesias.

Melodias, clássicas, pop, rock e tantas outras.

O piano, o violino, a orquestra da vida.

 

O som dos pássaros na manhã clara.

O vento nas árvores no outono

O desabrochar das flores na primavera.

O mantra que silencia a mente

 

Quanta coisa falei.

Falei sobre o mundo, quase tudo que há nele.

Do mar, da terra, do ar.

Dos peixes, dos pássaros, de outros animais.

Falei dos rios, cascatas e serenatas.

Dos vales, picos e montanhas.

 

Dos governos, governantes, dirigentes e dirigidos.

Da moeda, da economia, da fome.

Da violência, da guerra, da PAZ.

 

Falei do homem, com o homem e para os homens.

Falei da mulher, da mãe, da esposa, da amada.

Falei dos filhos, dos pais e dos amigos.

Quanta coisa falei.

 

E tudo isto eu vi

Eu vivi

 

Neste momento presente, nesta data

Ouso a voz do coração e sinto.

Falo baixinho:

 

Obrigado.

Por tudo, obrigado...

J.R. Schmaltz
#natal#lembrança#sentimentos
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