J.R. Schmaltz
poema

ENTRE SECAS E PRINCÍPIOS

1 de setembro de 2024

I

No coração ardente do Centro-Oeste, 

Cuiabá ferve, o sol sem veste. 

O calor que sobe, o chão a rachar, 

A terra implora, mas a chuva tarda a chegar.

II

Os ventos trazem o cheiro da fumaça, 

Queimadas que devoram o verde com graça. 

A natureza grita, sua voz abafada, 

Por mãos que destroem, por almas cansadas.

III

Mas na essência do homem, no templo de luz, 

Há princípios que a verdade conduz. 

Na Maçonaria, o dever é cuidar, 

Do solo, do céu, e do que vamos deixar.

IV

Seja como o pedreiro, a pedra lapidar, 

O fogo do coração deve sempre amar. 

Assim como a terra que pede o alento, 

Devemos honrar a vida a cada momento.

V

A fraternidade, nossa guia fiel, 

Nos lembra que a vida é um anel. 

Tudo conectado, em perfeita harmonia, 

O dever do maçom é a luz, sabedoria.

VI

O calor de Cuiabá nos faz refletir, 

Que sem cuidado, tudo pode ruir. 

E nas cinzas das matas que ardem no chão, 

Buscamos no templo a renovação.

VII

Assim, que tua obra seja pura, 

E que o compasso trace nova aventura. 

Onde o calor não destrua, mas transforma, 

E a chuva traga vida em nova forma.

VIII

Que o Maçom, no silêncio da chama, 

Reflita sobre a terra que clama. 

Pois, mesmo na seca, há esperança no ar, 

Nos princípios que juramos sempre honrar.

IX

Todo ano vem fumaça e calor,

Para apreendermos com a dor?

Lapidar a Pedra Bruta, transformar,

Entre Secas e Princípios, nos resta reformar.

J.R. Schmaltz
#Cuiabá#Terra do sol#fraternidade#calor
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