AS PÉTALAS DAS ROSAS
I
As pétalas das rosas
Que brotam no jardim da esperança
Muito embora poucos as vejam
Todos podemos senti-las.
II
Em seus afazeres no dia a dia
Buscando cada um seu caminho
Procurando sua verdade;
Esquecem de olhar no seu próprio jardim,
Tamanha beleza.
III
Buscando lá fora nos prazeres mundanos,
Muitos procuram preencher seu dia, sua noite,Seu tempo.
E, ao ficar só, quando depara com o seu eu;
O vazio vem e o desejo de enchê-lo retorna,
Forte em sua busca exterior.
IV
Por tantos nos é mostrado;
Por que então não enxergamos?
A luz que ilumina um não é a mesma que ilumina o outro?
Sim!!
V
O sol todos os dias nasce para todos;
Não há um sequer que não é dado a oportunidade de vê-lo ou senti-lo.
Porém é preciso abrir os olhos.
Para uns o cedo acordar favorece.
Para outros envolvidos na noite;
Só tarde poderá percebê-lo.
VI
Vai e vem, vira e mexe, voltamos às rosas.
Que não falam, não ouvem, mas suas pétalas ressoam o falar;
Em formato de concha parece nos ouvir – Elas estão lá.
V
Como anjos a nos proteger e ouvir.
Só é necessário então olhar.
Olhar para dentro de si e seguir.
Seguir olhando, aprendendo, conhecendo-se.
Transformando-se e, enfim, exemplificando.
VI
Até um dia, quem sabe, como o Mestre dos mestres;
Poder abrir nossos corações e espalhar,
Através da semente do exemplo, o amor.
VII
Amor, fraterno amor, que no fundo, desejando desabrochar;
Como a rosa.
Espalhar suas pétalas pelo caminho,
Cada estrada,
Cada horizonte percorrido;
Que ainda iremos passar.